
Boquiaberto. Foi assim que fiquei no final da transmissão desse décimo primeiro episódio de Damages. Já falei uma vez, mas não canso de repetir: Damages é a melhor série no ar atualmente. Ponto. Não tem para outra. É incrível como todos os episódios são tão bem escritos, tão perfeitos que a qualidade nunca desce. Sempre impecável! O que aconteceu nesse episódio, entretanto, foi o ápice da série: é, muito provavelmente, o melhor capítulo do seriado até agora.
Claro que esse episódio não seria nada senão fossem as magníficas atuações de Glenn Close e, principalmente, de Zeljko Ivanek como o advogado Ray. É incrível ver como seu personagem continuava, numa observação rápida, o mesmo personagem do primeiro episódio. Porém, se prestássemos mais atenção perceberiamos como o seu olhar alterou com o tempo, seu gestual “se cansou” das complicações do caso, como sua voz sempre vacilava… Tudo trabalhado com muita sutileza, sem se preocupar em chamar a atenção do espectador com uma atuação chamativa, do tipo “oh, eu sou um advogado que sofre com isso tudo!”. Jamais! Sua angústia e sofrimento estão lá. Basta alguém querer ver. A cena em que ele sonhava perder seus dentes ainda está viva na minha mente, prontinha para se juntar com as cenas em que é empurrado por Gregory após beijá-lo, e a cena do seu assassinato. Sem dúvida um brilhante ator! Pena que não o veremos com tanta freqüência de agora em diante.
Glenn Close é outra que usa do mesmo artifício de Ivanek. Nada de atuações histriônicas, tudo se encontra no timbre da voz e no olhar misterioso de Patty. É de se admirar a forma com que ela manipula as ações de outros como quem rega uma planta. Tudo é dito com tanta convicção que o ouviente é obrigado a concordar com ela. Como na cena em que Tom a enfrenta dizendo que quer a demissão da Ellen ser anunciada, ao passo que ela para de fazer o que está dizendo, olha em seus olhos e diz com a voz amável: “então anuncie”. Pode-se quase ver o olhar de vergonha que Tom carrega após alguns momentos. Ela o faz sentir vergonha por ter se exaltado por algo tão insignificante. Essa é Patty: manipuladora, persuasiva e determinada. Atributos que praticamente todos avgodados teriam que ter, mas apenas Patty os usa da maneira mais apropriada.
Olá! Eu me chamo Marco, sou o criador desse blog, tenho 19 anos e moro em Brasília. Estou cursando o 4º semestre de Publicidade e Propaganda no 










Todo mundo adora. Mas eu detestei esta série. Principalmente a tão aplaudida, badalada, premiada e ovacionada e tudo ada atuação da Glenn Close. Acho tão óbvia, tão clichê, tão, tão….demais. Sabe quando uma coisa quer parecer tão perfeita que perde a originalidade e te irrita. E não é por ser personagem fora dos padrões politicamente corretos. Hugh Laurie faz isto e eu amo de paixão House. Se é para ser do mal, que seja com originalidade e sem uma pretensão absurdamente arrogante de ser levada a sério como é a personagem e toda a série em si. Isto, é uma série arrogante demais, que se leva a sério demais. E é só TV. Just for fun!
Pois é…Detesto senso comum! E se Nelson Rodrigues algum dia falou algo de útil ….é que toda unanimidade é burra.
E já ia esquecendo..parabéns pelo destaque no Estadão!!!!
Ah não, pra mim ela é uma atriz e tanto, e esse episódio mostrou bem isso. A cara de despesro que ela fez quando Ray se matou na frente dela é inesquecível, de arrepiar
[...] Unidade TV: Damages: 1×11 “I Hate These People” [...]
// Falou tudo, Holly! Toda unanimidade é burra! Ainda bem que sempre tem um do contra! ;D E obrigado, pelos parabéns!
// Também adorei esse choque que ela teve, mas me impressionou muito mais a performance do Zeljo. Brilhante!